Após roubar o Brasil por uma década e meia, PT insiste em desafiar a Justiça do país

Após roubar o Brasil por uma década e meia, PT insiste em desafiar a Justiça do país

Enquanto o país alimenta a esperança de que a Justiça finalmente prevaleça sobre o chefe da organização criminosa que assaltou os cofres públicos ao longo da última década e meia, cúmplices do ex-presidente Lula se reuniram, na tarde deste sábado (13), no Parque da Redenção, em Porto Alegre, para tentar intimidar as autoridades.

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Apontado como comandante de um gigantesco esquema criminoso que teve como alvo
os cofres públicos, Lula vai a julgamento no dia 24, em Porto Alegre. O petista
foi condenado a nove anos e seis meses de prisão pelo juiz Sergio Moro no
processo do triplex. O caso terá sua apelação julgada pelo Tribunal Regional
Federal da 4ª Região (TRF4), sediado na capital gaúcha.



Ré no STF e acusada de ter cometido crimes de corrupção e lavagem de dinheiro,
a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), presidente do PT, ameaçou as autoridades e
afirmou que "a única solução possível do ponto de vista legal" é a
absolvição de Lula no julgamento. "Uma sentença condenatória não será uma
sentença justa", alegou a ré.



Durante o ato chamado de Dia Nacional de Mobilização em Defesa da Democracia e
do Direito de Lula ser Candidato, que contava com a presença de um grupo
minguado de militantes, Gleisi afirmou que a mobilização popular é fundamental
para mostrar ao mundo "o absurdo desse processo contra Lula, que começou
errado" –segundo ela, sem base jurídica, sem provas, sem crime. "É um
processo político, então é na política que a gente tem que recorrer",
disse ela, acrescentando que o Judiciário deve ter se arrependido de ter
marcado tão cedo a data do julgamento. "Na política nós sabemos brigar."



"Eles achavam que iam fazer o julgamento no dia 24 porque iam nos
encontrar adormecidos, mas se enganaram profundamente", declarou no palco
o deputado federal Marco Maia (PT-RS).



Outros políticos presentes no evento, como os deputados federais Pepe Vargas
(PT-RS) e Maria do Rosário (PT-RS) e a vice-presidente do PCdoB, Abgail
Pereira, também criticaram o Judiciário. "O presidente do TRF-4, quando
Moro proferiu a sentença lá atrás, disse que era irrepreensível, histórica. Ele
não tinha lido a sentença. Como um presidente de tribunal diz uma coisa
dessas?", afirmou Gleisi.



A senadora petista afirmou ainda que, caso Lula seja condenado, o PT não irá
reconhecer. "Lula continuará candidato, vamos continuar nossa luta",
afirmou. "Estamos fazendo disputa política, não eleitoral."



O petista Pepe Vargas, delatado por executivos da Odebrecht, afirmou que
a mobilização não terminará no dia 24. "Independente do resultado, Lula
será candidato a presidente", afirmou. Vargas chamou ainda o processo de
farsa jurídica, com o objetivo de impedir a candidatura de Lula.



"Nós vamos fazer o registro da candidatura no dia 15 de agosto. Nem antes,
nem depois, porque é o que determina a lei eleitoral. Até lá, Lula vai
continuar falando de política, denunciando o golpe, fazendo suas
caravanas", acrescentou Gleisi. "Não tem nenhuma lei que impeça o PT
de registrar a candidatura do Lula mesmo com a condenação do TRF-4."
Depois disso, o partido continuará usando mecanismos jurídicos para manter o
ex-presidente no páreo. "Vamos pelear na Justiça, não vamos ficar
mansos", afirmou.



Segundo Vargas, a cada dia que passa as pessoas que foram "iludidas"
que tirando o PT e Dilma do poder a corrupção iria melhorar vão vendo mais que
foram enganadas. "Aumenta o preço da luz, da gasolina, o desemprego é
grande. A vida das pessoas piorou. Elas vão vendo que nos governos Lula e Dilma
estavam melhores. Por isso que o Lula disparou nas pesquisas. E é lógico que os
golpistas não querem."



Para Maria do Rosário, que falou em vídeo transmitido no site do PT, os atos do
dia 13 são primeira etapa das eleições 2018. "Se Lula vier a ser
condenado, estaremos diante de um golpe jurídico, judicial, como foi dado o
primeiro", afirmou. "É a primeira vez na história de nosso país que
vemos um juiz inquisidor", completou Abgail Pereira, em referência a
Sergio Moro.