Comissão deve abrir inquéritos contra envolvidos em delação da JBS

Comissão deve abrir inquéritos contra envolvidos em delação da JBS

Segunda, 22 de Maio de 2017 - 20:14 Por Folhapress O presidente da Comissão de Ética da Presidência da República, Mauro Menezes, afirmou nesta segunda-feira (22) que as acusações feitas por

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Segunda, 22 de Maio de 2017 - 20:14
Por Folhapress



O presidente da Comissão de Ética da Presidência da República, Mauro Menezes, afirmou nesta segunda-feira (22) que as acusações feitas por executivos da JBS são preocupantes e que devem ser abertas investigações contra agentes públicos citados nas delações premiadas. Segundo ele, o órgão federal avaliará a questão na próxima reunião, mas já começou a analisar os vídeos das delações premiadas e notícias de veículos de imprensa. "Nós consideramos tomar a atitude abrir investigação, mas, para que não cometêssemos nenhuma violação, resolvemos atribuir à secretaria executiva exame metódico", disse.

Para ele, o conteúdo revelado até o momento é preocupante e requer que a comissão presidencial discuta as acusações na esfera da ética pública. O campo de atuação do órgão federal compreende servidores públicos que tenham cometido irregularidades no período em que exerciam cargos governamentais, não abrangendo o presidente ou o vice-presidente.

Além do presidente Michel Temer, são citados nas delações premiadas os ministros Gilberto Kassab (Comunicações) e Marcos Pereira (Indústria e Comércio). O ministro Bruno Araújo (Cidades) foi interceptado em conversa com Ricardo Cypriano, do gabinete do senador Aécio Neves (PSDB-MG).
Caso seja provada a conduta irregular, o código da alta administração federal prevê tanto uma simples advertência como recomendação de exoneração dos ministros ao presidente.

Em abril, o órgão federal abriu procedimentos de investigação para apurar as condutas dos ministros Eliseu Padilha (Casa Civil), Moreira Franco (Secretaria-Geral) e Gilberto Kassab (Comunicação) diante das acusações feitas no rastro da Operação Lava Jato.

O órgão federal apura se os três ministros, que exerciam cargos ministeriais quando eventuais irregularidades foram cometidas, cometeram infrações como tráfico de influência e praticaram atos que resultaram em casos de conflito de interesses.