Passagem do Transcol vai pesar R$ 105 ao ano

Passagem do Transcol vai pesar R$ 105 ao ano

Com o aumento da passagem do Transcol, cujo valor passará de R$ 3,20 para R$ 3,40, os usuários do sistema vão desembolsar no mínimo R$ 105,60 a mais ao longo de um ano. Esse será o custo adicional do

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Com o aumento da passagem do Transcol, cujo valor passará de R$ 3,20 para R$ 3,40, os usuários do sistema vão desembolsar no mínimo R$ 105,60 a mais ao longo de um ano. Esse será o custo adicional do reajuste de 6,25% na tarifa, índice superior à inflação oficial (2,95%) e ao aumento do salário mínimo (1,81%), para quem utiliza o transporte de segunda a sexta-feira.

O novo valor começa a ser cobrado amanhã. Aos domingos, a tarifa tem desconto e vai de R$ 2,80 para R$ 2,95. A passagem dos seletivos também foi reajustada e chega a R$ 6,60 para quem utiliza as linhas de Jacaraípe (Serra) e Praia Grande (Fundão), R$ 5,90 (Serra) e R$ 5,70 (Vila Velha, Cariacica e Viana).

O anúncio foi feito na tarde de ontem pelo secretário estadual de Transportes e Obras Públicas, Paulo Ruy Carnelli, que justificou o percentual como resultado de uma “fórmula matemática” prevista em contrato, composta por itens além da inflação. Nos cálculos para o reajuste, entram também custo com mão de obra, combustível e veículos.

“Nesse conjunto de itens, a gente apura o reajuste. A mão de obra e o combustível, principalmente, tiveram peso grande”, observa Paulo Ruy.

R$ 3,40 por viagem

Esse é o novo valor da passagem do Transcol de segunda-feira a sábado

Na avaliação do secretário, o governo está fazendo a sua parte para manter o equilíbrio entre a oferta do serviço e o custo ao passageiro. Nesse contexto, Paulo Ruy destaca o fato de haver subsídio na passagem. O valor repassado pelo governo às empresas é na ordem de R$ 110 milhões – R$ 434 milhões desde o início da atual gestão – e possibilita que o reajuste da tarifa seja menor para o usuário. Sem o subsídio, a passagem iria para R$ 4,00.

“É óbvio que a gente trabalha para melhorar. Precisamos ter cuidado com a qualidade e o custo o tempo inteiro.”

EMPRESAS

Questionado sobre as reivindicações das empresas, que pediram um reajuste de 15%, Paulo Ruy afirma que o índice não corresponde aos cálculos previstos em contrato e, por isso, foi rejeitado.

Em relação ao estudo, também encomendado pelos empresários e que apontava desde junho a necessidade de reequilíbrio financeiro aplicando um índice de 15,97% no valor da passagem, o secretário explica que ainda haverá discussão sobre o assunto.

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Paulo Ruy conta que uma auditoria externa vai avaliar o contrato com as empresas desde o seu início, em 2014, e, somente após a conclusão desse trabalho, poderá ser apresentado um relatório. Caso a conclusão aponte para perdas das empresas - elas indicam R$ 214 milhões de prejuízos - , o preço da passagem será revisto. Embora o fim da auditoria esteja programado para este semestre, o secretário assegura que novo aumento somente será aplicado em janeiro de 2019.

No outro lado dessa discussão, representantes da sociedade civil que compõem o conselho tarifário queriam que a passagem tivesse o preço congelado e que o subsídio aumentasse para reduzir, até 2022, o atual valor da tarifa para o usuário em 20%. “Mas essas propostas não foram nem colocadas em votação”, reclama Dauri Correia da Silva. “Estamos pensando em nos mobilizar”, completa Isabella Ferreira Mamedi.

O reajuste da passagem chega poucos dias após o fim da greve dos rodoviários, suspensa apenas depois que o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) julgou o dissídio da categoria e concedeu reajuste de 3% ao salário. Esse índice entrou na composição do novo valar da tarifa.

Promessa é integrar linhas de Vitória e Vila Velha ainda este ano

Os conselhos tarifários de Vitória e Vila Velha vão discutir ainda este mês o reajuste da passagem nas linhas municipais, mas logo as duas cidades também passarão a seguir o que for definido pelo conselho gestor do sistema Transcol. Isso porque a integração de todas as linhas está sendo programada para este ano.

É o que aponta o secretário estadual de Transportes e Obras Públicas, Paulo Ruy Carnelli, ao informar que 2018 será para fazer os ajustes necessários que deverão colocar as linhas municipais de Vitória e Vila Velha no sistema Transcol. Uma das tarefas mais complexas é evitar a sobreposição de linhas, mas determinados trajetos não podem ser simplesmente suprimidos sem uma discussão que envolva, inclusive, a comunidade.

“Temos que atender bem o usuário, mas sem sobreposição. A gente precisa conversar, satisfazer as pessoas nessa discussão. Vamos conversar com as prefeituras. Na verdade, já começamos, mas a conversa ainda era preliminar. Agora vamos acelerar”, afirma Paulo Ruy.

Em Vila Velha, a assessoria da Secretaria de Trânsito informou que a procuradoria do município e a do Estado estão fazendo uma análise jurídica da proposta para possíveis adequações e, somente então, serão discutidas as questões práticas para integração.

A Secretaria de Transportes, Trânsito e Infraestrutura de Vitória (Setran) informa, por meio de nota, que “um convênio com o Estado foi assinado em outubro de 2017 e o órgão aguarda agenda com o governo para seguir com a integração”.

Paulo Ruy reconhece que já houve solicitação do município para a discussão, e essa parceria vai ser consolidada este ano. “Em Vitória, é um pouco mais complexo, são muitas linhas, mas vamos trabalhar para que a integração seja feita até o final de 2018. O ano está apenas começando”, conclui.

Faixa de ônibus: parceria com os municípios

Além da integração, o governo pretende estabelecer parceria com os municípios da Grande Vitória para a implantar faixas preferenciais para ônibus. A exemplo do que está sendo feito em Vitória, mas com aporte de recursos estaduais, a proposta é criar faixas com prioridade para o transporte coletivo.

R$ 560 milhões

É o recurso do BNDES a ser usado em vários projetos de mobilidade

Segundo Paulo Ruy Carnelli, secretário estadual de Transportes e Obras Públicas, a pista da direita dos principais corredores viários da Grande Vitória seria sinalizada para dar prioridade aos ônibus. Outros veículos somente poderiam usá-la para conversão, e por pequenos deslocamentos.

RECURSOS

 Para formalizar a parceria, Paulo Ruy espera a liberação de R$ 560 milhões do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), recurso a ser usado em vários projetos de mobilidade.

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